O PARADOXO DOS CONTEÚDOS NAS REDES SOCIAIS

Sabe aquele cliente que te pede um ‘vídeo viral’? Ou aquele que precisa de uma campanha matadora, quase sem budget e, cujo marketshare é o menor no mercado onde atua? Pois então, o pessoal do MIT conseguiu explicar teoricamente como seria possível ser um ás de campanhas de marketing nas redes sociais. Do ponto de vista matemático, é um paradoxo que faz todo o sentido e que algumas agências digitiais já entenderam a mecânica. É quase como encontrar um embasamento teórico para o que já tentamos fazer na prática. Quase como o ovo antes da galinha.

Um estudo realizado por Kristina Lerman e equipe na Universidade do Sul da Califórnia explica como é possível que conteúdos realmente legais tenham pouca audiência nas redes sociais enquanto outros, muitas vezes mais radicais e que nem sempre exprimem a opinião geral pareçam ser muito mais viralizados. Bom, os cientistas já conheciam a natureza paradoxal das redes sociais. Como, por exemplo, o paradoxo do relacionamento. Nele, é possível afirmar que, em média, seus amigos tem mais amigos que você. Sempre!

Ok, como isto é possível? É mais fácil por meio de uma metáfora. Se pensarmos na altura média de homens. Pensando que, por exemplo, a altura média de indivíduos seja 1,70 m. Você pode ser mais alto ou mais baixo que a média. No entanto, se a comparação fosse feita entre indivíduos com alturas que variam de 1,20 m a 10 km, com certeza, a média seria distorcida.

Nas redes sociais a média é distorcida. Afinal, existem pessoas com amigos na casa das centenas enquanto outras com amigos e fãs na casa dos milhões. Ou seja, os indivíduos que tem maior número de amigos, fãs e seguidores desviam a média o que resulta na afirmativa: em média, seus amigos tem mais amigos que você.

Mas, ai que vem o pulo do gato: Lerman e sua galere de cientistas descobriram um paradoxo relacionado a este que cria uma ilusão ainda mais estranha: a viralização de opiniões / conteúdos que não, necessariamente, exprimem a realidade do universo total. Como isto é possível?

Observe a figura:

Majority illussion

Então, vamos pensar num exemplo teórico: cada um destes ‘nós’ são indivíduos. São 14 interligados como se fossem uma pequena rede social. Note que eles seguem um padrão normal de networking, ou seja, nem todos estão ligados entre si. Ao colorir apenas três destes nós e contar quantos tem acesso aos vermelhos um fato se verifica: no primeiro caso mais da metade dos brancos vêem os vermelhos, enquanto no outro caso não. Ou seja, em (a) para os ‘nós’ brancos parece que a maioria de seus amigos estão vermelhos. Uma ilusão, já que em ambos os casos no universo total, apenas três foram coloridos.

Pois é, aqueles indivíduos que tem maior número de conexões além de, deixar a média distorcida ainda aparecem mais vezes já que estão interligados com grande número de pessoas. E, estes são alguns dos indícios para se identificar um influenciador digital.

“The effect is largest in the political blogs network, where as many as 60%–70% of nodes will have a majority active neighbours, even when only 20% of the nodes are active,” they [Lerman] say. In other words, the majority illusion can be used to trick the population into believing something that is not true.

É, estudo gringo que explica muito do que vemos por aqui.

Mas, vale lembrar que existe ai um desafio para as agências de marketing. Afinal, além de identificar os influenciadores que realmente falam com o público que você quer atingir, é necessário criar uma campanha que realmente faça sentido a ponto desta pessoa se envolver e falar a sua mensagem com propriedade – vale lembrar que não estou contemplando publieditoriais, mas sim ações de relacionamento e ativação de RP.

Mind blown aqui

FONTE: http://www.updateordie.com/2015/07/02/o-paradoxo-dos-conteudos-nas-redes-sociais/

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