Espaço Sensorial

A forma como os consumidores olham, ouvem, cheiram, saboreiam e tocam não é alcançado através de um único input sensorial, mas sim a combinação de sistemas percetuais que se sobrepõem, sendo que as nossas respostas cognitivas e emocionais são afetadas pelos sentimentos produzidos pela audição, visão, tato, olfato, proprioceção, termoceção, paladar, entre outros sensores.

A visão não afeta apenas os consumidores física e psicologicamente, mas tem fortes associações com outros sistemas sensoriais. Por exemplo, quando tocamos em algo que não vemos, tentamos determinar que objeto é através do toque, do aroma ou do som.

A visão é o sentido que é mais estimulado em ambientes de consumo, apesar de alguma discordância dos autores, pois acreditamos que o estímulo olfativo é mais forte ainda, mas este fica para outro artigo 🙂

Eis algumas “regras” para trabalhar o sistema visual em espaços de consumo:

1. Os consumidores relembram mais facilmente simples figuras do que figuras complexas (Lawless, 1978);

2. Os consumidores são fascinados por detalhes ornamentados (por exemplo, o lettering da Coca-Cola) (Lawless, 1978);

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3. Referências a novidades, captam a vontade dos consumidores procurarem informação e prestarem atenção (Malnar & Vodvarka, 2004);

4. Os consumidores vão despender mais tempo em ambientes de consumo que ofereçam uma experiência confortável e que se assemelhe a um lar (comum em algumas livrarias que tentam recriar “mini-escritórios” para leitura) (Malnar & Vodvarka, 2004)

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©ICN Agency 2016

Pode ainda encontrar mais no mais recente livro
“Princípios de Neuromarketing: Neurociência Cognitiva Aplicada ao Consumo, Espaços e Design” (Rodrigues et al., 2015) em http://loja.psicosoma.pt/produtos/1367/princpios-de-neuromarketing-neurocincia-cognitiva-aplicada-ao-consumo-espaos-e-design

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